A INDECIFRÁVEL EQUAÇÃO HUMANA – Paula Giannini

Estou ficando velha. Fato. Todos estamos. Mas há aquele momento em que você se vê mais emotivo e utópico. Não. Espera. Esses sintomas pertencem à adolescência. Em meu caso, à envelhescência, pois, além dos sintomas já descritos, ando pensando no que já se foi, e revivendo antigos fantasmas, outras gerações de pessoas cujos nomes já... Continuar Lendo →

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ÉRICO VERÍSSIMO: PRISIONEIROS SOMOS TODOS – Eduardo Selga

De 1955 e 1975 o mundo conheceu a Guerra do Vietnã, uma das grandes tragédias mundiais da modernidade e conflito armado que gerou reflexos políticos importantes no Ocidente, a exemplo do fortalecimento do pacifismo. Enquanto isso, no Brasil, a partir de 1964, a Ditadura Militar se instalava. Como no país asiático, o motivo (na verdade,... Continuar Lendo →

HOMENS COMO NÓS – Sandra Godinho

Ainda me encontrava em cima do viaduto dos suicidas quando a noite engoliu a luz em plena três horas da tarde. São Paulo se tornou um breu. Por um momento, achei a penumbra oportuna para velar meu dia vendado pela ignorância, vendado pelas palavras que chegam cansadas aos ouvidos, vendado por olhos que não fazem... Continuar Lendo →

QUANDO A SAUDADE NOS ESCREVE – Fil Felix

A saudade é um sentimento universal, porém complexo de se descrever ou sintetizar. Muitos dizem que a palavra só existe no português, o que não é inteiramente verdade. Sendo de origem latina, há outras contrapartes em línguas românicas. Porém, o sentido ao qual demos à palavra provavelmente é único. Não se trata apenas de nostalgia,... Continuar Lendo →

DE FEIRAS E TEATROS LATINO-AMERICANOS – Paula Giannini

“Erêndira estava banhando a avó quando começou o vento de sua desgraça. A enorme mansão de argamassa lunar, perdida na solidão do deserto, estremeceu até os fundamentos com a primeira investida. Mas Erêndira e a avó estavam tão acostumadas aos riscos daquela natureza desatinada, e mal notaram a intensidade do vento no banheiro, adornado de pavões-reais... Continuar Lendo →

BALA DE INTENÇÃO – Cinthia Kriemler

Inicio as primeiras linhas de um conto sobre crianças vítimas de violência urbana quando me lembro de que tenho de entregar esta crônica para segunda-feira. O texto sobre meninas e meninos vítimas de balas perdidas vai ter de esperar. Não gosto dessa expressão — bala perdida —, uso por já ser consagrada. A expressão “perdida”... Continuar Lendo →

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