NO PEQUENINO MUNDO DA DELICADEZA – Paula Giannini

"O boneco arde nos olhos dos adultos e principalmente nos olhos dos idosos que se enchem de lagrimas." (Arô Ribeiro) O jogo do sonho. Silêncio. Olhos pequeninos acompanham a marcha do cavalinho. Ele relincha, salta, conta uma história. Manipulado pelo ator-contador-de-histórias, o cavalo é erguido no ar, e os olhinhos, agora em algazarra, seguem o... Continuar Lendo →

SANGUE NOS OLHOS – Paula Giannini

Hoje vou sair um pouco da minha seara... Bom, sairei, mas nem tanto. Tenho pensado muito em gestão. Tudo é questão de gestão. Até para escrever um texto é preciso traçar um mapa. É necessário que a escritora parta de um ponto determinado, já pensando em sua trajetória, ainda que por vezes tortuosas, para que... Continuar Lendo →

A FADA DO TEATRO – Paula Giannini

“Olha que linda!” Ela vem com o sorriso e os braços abertos, um mais alto que o outro, para manter o equilíbrio. “Fui eu mesma quem plantei, de uma mudinha de nada... Olha que beleza”, ela fala apontando a planta imensa e realmente linda que ornamenta a entrada do Teatro Maria Della Costa, em São... Continuar Lendo →

A INDECIFRÁVEL EQUAÇÃO HUMANA – Paula Giannini

Estou ficando velha. Fato. Todos estamos. Mas há aquele momento em que você se vê mais emotivo e utópico. Não. Espera. Esses sintomas pertencem à adolescência. Em meu caso, à envelhescência, pois, além dos sintomas já descritos, ando pensando no que já se foi, e revivendo antigos fantasmas, outras gerações de pessoas cujos nomes já... Continuar Lendo →

DE FEIRAS E TEATROS LATINO-AMERICANOS – Paula Giannini

“Erêndira estava banhando a avó quando começou o vento de sua desgraça. A enorme mansão de argamassa lunar, perdida na solidão do deserto, estremeceu até os fundamentos com a primeira investida. Mas Erêndira e a avó estavam tão acostumadas aos riscos daquela natureza desatinada, e mal notaram a intensidade do vento no banheiro, adornado de pavões-reais... Continuar Lendo →

ORYAI – Paula Giannini

Em tempos em que nos confundimos com as sombras na alegoria da caverna de Platão,  tempos de incêndios amazônicos, índios perenemente dizimados, ditos não ditos, fake-realidades, penso um pouco nas gerações que virão... O que será delas? De nós? Enquanto isso, deixo aqui, nesta coluna que, afinal é sobre dramaturgia, um texto infanto-juvenil escrito em... Continuar Lendo →

DEIXEM AS VELAS ACESAS – Paula Giannini

Algumas coisas sobre o teatro e a vida. Sigo em luto. Luto. Talvez não por acaso a palavra lembre batalha. Eu luto, tu lutas, ele... É estranho. O estranhamento vem do modo como se começa a olhar o mundo quando um elo na ordem natural das coisas se rompe. Sigo assim, repesando cada gesto, cada... Continuar Lendo →

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