A ALEGORIA DE “MADRINHA DA BATERIA”, DE RUBEM FONSECA – Eduardo Selga

Zira vive em um bairro periférico do Rio de Janeiro, e é apaixonada por sua escola de samba, em cujas fileiras milita como madrinha de bateria há algum tempo. Acredita de fato que seu desempenho na avenida afeta o ânimo dos percussionistas, e mesmo quando o mestre da ala, seu Vavá, colabora para desmontar sua... Continuar Lendo →

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UMA LUZ QUE SE ACENDE AOS POUCOS EM “PONCIÁ VICÊNCIO” – Eduardo Selga

Continuemos a ler as páginas de Ponciá Vicêncio, o primeiro romance de Conceição Evaristo. Se o objeto do artigo anterior, A ciranda de barro, foi a protagonista, neste nos concentraremos no irmão dela, Luandi, cujo nome faz pensar. De imediato nos remete à capital de Angola, Luanda, mas, transversalmente, também pode ser uma alusão ao... Continuar Lendo →

A CIRANDA DE BARRO – Eduardo Selga

No interior de um Brasil antigo, quase arcaico, vive um núcleo familiar composto de pai, mãe, e um casal de filhos. O chefe da família e o rapaz trabalham “nas terras dos brancos” (p.16), ao mesmo tempo contribuindo para a riqueza deles e sustentando a carência material em que vive essa família. Por causa desse... Continuar Lendo →

NOITE DE MACÁRIO OU MACÁRIO NA TAVERNA? – Eduardo Selga

Ao término duma primeira e sempre insuficiente leitura do drama Macário, escrito por Álvares de Azevedo, restaram-me muitas interrogações em suspenso e a decepcionante impressão de que um dos autores mais profícuos do Romantismo no Brasil havia produzido uma peça teatral parcialmente desconexa. Não conseguia enxergar vínculos sólidos o suficiente que atassem o primeiro ato... Continuar Lendo →

O MOSAICO RUTILANTE – Eduardo Selga

A prosa de Hilda Hilst (1930/2004) não é daquelas fáceis de serem assimiladas, pois caracteriza-se pelo uso largo de recursos estéticos que atuam de modo a criar ambiências diversas no texto e certa esquizofrenia de vozes no interior da narração, cujo intento é produzir sentidos que dificilmente aconteceriam se a autora seguisse o comum da... Continuar Lendo →

POEMAS PARA ACORDAR UM POVO – Eduardo Selga

O senso comum é uma entidade viva a caminhar conosco pelas ruas do cotidiano, repleta de certezas, opiniões e (pré)conceitos. Uma de suas percepções é que o gênero literário poema, equivocadamente por ele denominado poesia, serve para transmitir “bons sentimentos” e outros otimismos. O poema seria, portanto, a versão escrita do lado positivo da vida.... Continuar Lendo →

PAPO RETO E OBLIQUIDADES LINDAS – Eduardo Selga

Não faz muito tempo, escrevi em Os Imaginários, o artigo O elogio a essa loucura?, comentando o reflexo na Literatura que o momento histórico de uma sociedade provoca, necessariamente. Como exemplo recente, citei a antologia de contos e poemas Resistências, iniciativa da A. R. Publisher Editora. A antologia está em fase de finalização, mas, um... Continuar Lendo →

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