VOLTA, QUE DEU MERDA – Madame Cat

Sou um pouco ansiosa, então já sofro por antecipação, procurando argumentos válidos para explicar à minha neta, no auge de seus sábios nove meses de existência, o motivo de a minha geração estar entregando um planeta tão fodido ao seu pai. Ela que, futuramente, terá de arcar com a fatura de nossa incompetência ambiental. Ao... Continuar Lendo →

HOMENS COMO NÓS – Sandra Godinho

Ainda me encontrava em cima do viaduto dos suicidas quando a noite engoliu a luz em plena três horas da tarde. São Paulo se tornou um breu. Por um momento, achei a penumbra oportuna para velar meu dia vendado pela ignorância, vendado pelas palavras que chegam cansadas aos ouvidos, vendado por olhos que não fazem... Continuar Lendo →

BALA DE INTENÇÃO – Cinthia Kriemler

Inicio as primeiras linhas de um conto sobre crianças vítimas de violência urbana quando me lembro de que tenho de entregar esta crônica para segunda-feira. O texto sobre meninas e meninos vítimas de balas perdidas vai ter de esperar. Não gosto dessa expressão — bala perdida —, uso por já ser consagrada. A expressão “perdida”... Continuar Lendo →

A CENSURA DE ESTIMAÇÃO DE CADA UM – Madame Cat

Segundo o Dicionário Online de Português censura é “A ação de controlar qualquer tipo de informação, geralmente através de repressão à imprensa; restrição, alteração ou proibição imposta às obras que são submetidas a um exame oficial, sendo este definido por preceitos morais, religiosos ou políticos.” Partindo da premissa de que todos nós possuímos preceitos morais,... Continuar Lendo →

O ANÚNCIO DE EMPREGO – Sandra Godinho

Depois de passar manhã e tarde vendendo versos no Viaduto do Chá, dei meu turno por encerrado. Enrolei a cartolina que servia de anúncio dos meus préstimos e guardei-a na mochila, juntamente com a câmera fotográfica e meu bloco de notas. Ainda me faltava a ideia para o best-seller, mas isso fazia parte da contingência... Continuar Lendo →

GENTE RUIM TAMBÉM ENVELHECE – Madame Cat

Antes de chegar aos cinquenta anos, o que considero a meia-idade, eu tinha uma concepção meio simplória do que seria a velhice. Algo como um poço de sabedoria e bondade para compensar a despencada da capacidade física e mental. Minha mãe e meu pai são ótimos exemplos de virtude, logo não tinha nenhum motivo para... Continuar Lendo →

DE HERÓIS E HEROÍNAS – Sandra Godinho

Depois de um frugal sanduíche de pão com manteiga e do vendedor de abraços ter abandonado seu posto com uma bonificação razoável no bolso — mais devido à carência que à caridade humana — eu me perdi a pensar na vida, peitando o calor das 14h00 e a injustiça dos dias. Fui à ambulante do... Continuar Lendo →

ESCRITA, DIÁLOGO E RESGATES – Cinthia Kriemler

Tenho estado cansada. Porque só sei sentir se for com o corpo inteiro. E sentir com o corpo inteiro é uma benção e uma maldição. Benção porque significa se entregar com intensidade a toda e qualquer ação —  e intensidade, do meu ponto de vista, é uma qualidade honesta; maldição porque sentir com intensidade todas... Continuar Lendo →

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