A CENSURA DE ESTIMAÇÃO DE CADA UM – Madame Cat

Segundo o Dicionário Online de Português censura é “A ação de controlar qualquer tipo de informação, geralmente através de repressão à imprensa; restrição, alteração ou proibição imposta às obras que são submetidas a um exame oficial, sendo este definido por preceitos morais, religiosos ou políticos.” Partindo da premissa de que todos nós possuímos preceitos morais, religiosos e políticos, podemos concluir que somos censores por natureza.

Parece lógico, não? Uma visão simples ou simplista? O simples é direto, objetivo e honesto. O simplório fica no limbo entre a ingenuidade e a ignorância. O simplório poderia proibir ou liberar quadrinhos com romance gay para juvenis e Minha luta de Adolf Hitler, berço do nazismo, pelos mesmos motivos: ser ou não a favor da censura. Sem análise crítica, binário e ponto final. Já o simples possui um raciocínio mais complexo. Parece antagônico? Sim, por isso é complexo. O raciocínio simples exige desdobramentos intelectuais infelizmente fora de moda: o questionamento puro — quem, onde, o que, como, e por que.

A censura vazia só fomenta idiotas. Vivemos um tempo em que não podemos nos abster de conhecer e justificar nossas censuras de estimação. Para tanto é necessário determinar os parâmetros pessoais. Você pode escolher a religião, a moral, os costumes, o anarquismo, o livre pensar ou ligar o foda-se no automático. Mas, antes de sair por aí metralhando o mundo, sugiro responder às seguintes perguntas. Quem? Eu. Onde? Brasil em crise ética e moral diante da censura à liberdade de expressão. O quê? Prego a não violência ao próximo e a si mesmo. Como? Apoio publicamente toda forma de expressão intelectual e artística, desde que não pregue o ódio e o preconceito — o meu direito termina quando começa o do outro. Por quê? Porque sou simples e livre — goste ou não você, o prefeito, o presidente ou qualquer um. Responda suas perguntas e defenda suas ideias sem ofensas. Mas, por favor, se informe antes e seja honesto com você mesmo.  

2 comentários em “A CENSURA DE ESTIMAÇÃO DE CADA UM – Madame Cat

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  1. Boa noite, Madame Cat! Acho que sincronizamos e escrevemos sobre algo semelhante: censura e conhecimento. Vemos muitos esbravejarem, apontando os dedos, mas se perguntar sobre o que se trata o objeto de tanta raiva, não sabem dizer ao certo. A ignorância, se por um lado é benção, por outro é maldição. E o Brasil caminha nessa ignorância.

    Mas devíamos seguir a regra clássica do jornalismo. Quem? Eu. Onde? Brasil, caldeirão da diversidade de tudo. O que? Por um mundo livre, compreensivo e sem violência. Como? Prego o diálogo, o debate, o conhecimento livre e propagado a todos, sem violência animal ou animal-humana. Por que? Porque me vejo parte do todo e, se um cai, todos caímos, mas ao mesmo tempo parte do micro, permanecerei ao lado dos meus.

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  2. Mais um texto conciso, preciso, sem desperdício de palavras, sem volteios desnecessários. Parabéns pela clareza como aponta suas ideias, Catarina. Liberdade de expressão e não transbordamento de preconceito ou ódio. Liberdade, responsabilidade e respeito podem ser aliados, não podem? Continue a escrever assim, de forma breve e sem perder uma linha sequer de impacto.

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